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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pránáyáma


Podemos classificar os respiratórios quanto ao volume de ar respirado:
Respiração Superficial: Uma pequena quantidade de ar entra nos pulmões. Pode acontecer e qualquer fase da respiração (abdominal, torácica, clavicular). Este tipo de respiração se relaciona diretamente com a atividade superficial da psique.
Respiração Profunda: Nessa respiração usamos as três partes dos pulmões (baixa, média e alta). Quando aprendemos a respiração completa podemos executar a respiração profunda plenamente. Nessa respiração há uma expressão total da nossa personalidade.
Ainda podemos classificar a respiração quanto à freqüência:
Respiração Rápida: Respiramos rapidamente quando o organismo exige para a sua manutenção maior quantidade de oxigênio (na atividade esportiva, por exemplo). Com relação à psique reflete agitação mental/ emocional.
Respiração Lenta: Respiramos lentamente quando estamos descansados e tranqüilos. A mente esta serena e as emoções apaziguadas. Nessa respiração o fluxo mental esta diminuído.
Respiração Irregular: Respiramos irregularmente ou sem ritmo quando estamos em estado de confusão. Para entender melhor podemos imaginar uma situação em que temos de agir de uma forma, mas desejamos agir de outra.
Respiração Rítmica: A respiração rítmica é um estado de integração corpo/ pensamento/ emoção. A pessoa sabe o que quer e sabe para onde vai.
Quanto às fases da respiração ritmadas classificamos como:
Inspiração – Púraka: É a entrada de ar nos pulmões. Num aspecto sutil é um ato de recebimento, de acolher. Inalando plenamente, livremente expressamos esse estado de abertura para acolher, receber da vida. Inalando com tensão ou restrição expressamos um estado de não abertura, não acolhimento do que a vida nos oferece.
Retenção – Kumbhaka: É a retenção da respiração com o pulmão cheio.
Expiração – Rêchaka: É a saída de ar dos pulmões. É um ato de entrega, de doação, pois devolvemos o ar para o espaço. Exalando plenamente sem restrições expressamos esse estado de entrega e de doação. Um estado de não apego. É um ato relacionado com a expansão da personalidade.

Retenção – Shúnyaka: É a retenção da respiração com o pulmão vazio.

Respiração


A lua cheia nascendo em seu coração. Agora, sente-se em silêncio por alguns momentos. Inspire profundamente, expire longamente. Permita que sua respiração seja plena. Permita que o lago de néctar que se move surja em seu interior. Todo seu ser é o espaço interior, o éter interior, o céu interior. Deixe-se submergir no lago de néctar que se move no céu interior. Deixe que seu coração se encharque no lago de néctar que se move, a lua cheia. Deixe que cada célula do seu corpo brilhe, deixe que cada célula fique plena de êxtase. Observe a lua cheia surgindo em seu coração. Observe a lua cheia surgindo no Sahasrara, no topo da cabeça. Relaxa neste lago de néctar que se move. Deixe-se saturar no lago de néctar que se move no céu interior.
À medida que experimenta a plenitude de sua respiração, experimente a plenitude do êxtase. E não me diga que você apenas ganhou uma fruta seca! Mastigue-a! Você irá provar o néctar! Com grande respeito, com grande amor, eu acolho a todos com todo meu coração.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Parábola do samurai

Um samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.


- Monge, ensina-me sobre o céu e o inferno! – disse numa voz acostumada à obediência imediata.


O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:


- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.


O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguia balbuciar uma palavra de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.


- Isto é o inferno. – disse o monge mansamente.


O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente baixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.


- E isto é o céu. – completou o monge com serenidade.


História zen budista.


Toda vez que se está inquieto, ansioso ou raivoso, devemos parar de agir ou falar, porque falar ou fazer coisas nesse momento pode ser muito destrutivo. A melhor coisa a fazer é respirar lenta e profundamente e deixar a mente serenar.