terça-feira, 16 de novembro de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Pensamentos
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Conceitos budistas para vivermos plenamente
Estamos neste mundo, de passagem, para vivermos em harmonia. Se vivermos dessa forma não haverá divergências e a vida se tornará mais branda. A vida do homem é curta e limitada, cheia de penas e tormentas. A posse é um conceito equivocado. Verdadeiramente, não nos pertencemos a nós mesmos, muito menos os nossos filhos e riquezas.
Não menospreze o mal, pensando: "ele não recairá sobre mim". Assim como a água, gota a gota enche o pote, assim o ignorante, pouco a pouco se deixa invadir pelo mal. Não superestime o bem, pensando: "nunca o atingirei". Da mesma forma como a água, gota a gota enche o pote, também assim o sábio, pouco a pouco se torna uma fonte de bondade.
O ódio jamais é vencido pelo ódio. O ódio só se extingue com amor. Esta é uma lei eterna!
O veneno não penetra na mão onde não há ferida, nem o mal atinge aquele que não o pratica.
Uma simples palavra, que dê paz a quem a ouve, é melhor do que mil palavras vãs.
Mais vale um só dia vivido na virtude do que cem anos na ilusão do transitório, sem considerar que tudo surge para desaparecer.
Não há Deus, poder ou lugar algum neste mundo que possa nos livrar do resultado das nossas ações boas ou más.
Doce como o mel parece para o tolo à má ação enquanto imatura. Porém quando ela amadurece, o sofrimento e a má sorte aparecem de surpresa, inexplicável, amargo como o fel. A má ação não dá frutos imediatos. Como o fogo escondido sob cinzas, um belo dia o mal irrompe sobre o insensato.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Parábola do samurai
Um samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.
- Monge, ensina-me sobre o céu e o inferno! – disse numa voz acostumada à obediência imediata.
O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:
- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.
O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguia balbuciar uma palavra de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- Isto é o inferno. – disse o monge mansamente.
O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente baixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.
- E isto é o céu. – completou o monge com serenidade.
História zen budista.
Toda vez que se está inquieto, ansioso ou raivoso, devemos parar de agir ou falar, porque falar ou fazer coisas nesse momento pode ser muito destrutivo. A melhor coisa a fazer é respirar lenta e profundamente e deixar a mente serenar.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Pensamentos
sábado, 17 de outubro de 2009
Código de ética do yôgin
Inspirado no "Yôga Sútra" de Pátañjali e baseado em yamas (diz respeito ao comportamento com os outros) e niyamas (refere-se ao comportamento consigo mesmo), ou seja, princípios que o yôgin (praticante de Yôga) deve vivenciar, esse código não deve ser causador de desunião e nem servir de patrulhamento ideológico, discriminatório e ou causar perseguição.
Ahimsá: a não agressão é a 1ª norma ética milenar do Yôga. Assim sendo o ser humano não deve agredir, seja com atos, pensamentos ou palavras, outro ser humano ou qualquer animal, nem a natureza de modo geral. Permitir que se perpetue qualquer tipo de agressão – podendo impedi-la – é tornar-se cúmplice. Quem respeita os preceitos do ahimsá não deve induzir-se a passividade, deve defender com vigor os seus direitos e tudo aquilo em que acredita.
Satya: a verdade é a 2ª norma ética do Yôga. O yôgin não deve mentir, difamar, distorcer interpretações de um fato, emitir comentários sem respaldo na verdade mesmo que sem má intenção afetando assim sua credibilidade. Porém há muitas formas de se dizer a verdade sem ser rude. Tudo é uma questão de tato.
Astêya: não roubar é a 3ª norma ética do Yôga. A apropriação seja de objetos, idéias, créditos ou méritos é uma falha de caráter gravíssima.
Brahmáchárya: a não dissipação de sexualidade é a 4ª norma ética do Yôga, que recomenda a total abstinência sexual aos adeptos de todas as correntes de Yôga não-tântricas, pois considera que a sexualidade se dissipa pela prática excessiva se sexo com orgasmo. Esse yama não obriga ao celibato nem a abstinência sexual aos yôgins seguidores das linhas tântricas.
Aparigraha: a não possessividade é a 5ª norma ética do Yôga. O yôgin não deve apegar-se aos seus bens materiais, nem ao desejo de desapegar-se deles, nem ao sentimento de posse com as pessoas. A prática do aparigraha não significa displicência com os bens materiais e nem falta de zelo com as pessoas.
Sauchan: a limpeza, tanto interna quanto externa, é a 6ª norma ética do Yôga. Entende-se como limpeza não apenas os atos de higiene diários como tomar banho, higiênizar os dentes e a língua, além da necessidade de purificação dos órgãos internos e das mucosas através dos kriyás (técnicas de purificação) do Yôga, mas também a forma como essa higiene se reflete no meio ambiente em que o individuo vive. A ingestão de alimentos com elevadas taxas de toxinas e impurezas e o uso de substâncias intoxicantes que gerem dependência explícita ou alterem o estado de consciência também são consideradas falta de limpeza. O cumprimento do sauchan não se refere apenas a higiene física, mas também a limpeza psíquica e mental. Ser limpo interiormente significa não se alimentar com idéias, imagens, emoções ou pensamentos intoxicantes como tristeza, impaciência, ódio, ciúmes, inveja, derrotismo entre outros. Porém quem pratica sauchan não deve ser intolerante com quem não compreende a higiene de forma tão abrangente.
Santôsha: o contentamento, expressado através da solidariedade, do apoio recíproco e da alegria sincera, é a 7ª norma ética do praticante de Yôga. O yôgin deve cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações sem se induzir a acomodações e nem deixar de buscar uma melhor qualidade de vida e de inter-relações entre as pessoas. Contentamento não significa estagnação!
Tapas: auto-superação é a 8ª norma ética do Yôga, que significa um constante esforço sobre si mesmo no sentido de fazer-se cada dia melhor. Ser humilde, polido, ter disciplina, manter uma alimentação saudável, evitar comentários maldosos, ser fiel aos seus princípios, entre outras coisas, são demonstrações de tapas, sendo essa disciplina que serve de alicerce ao cumprimento das demais normas éticas. Esse niyama não deve induzir ao fanatismo nem a repressão.
Swádhyáya: a 9ª norma ética do Yôga consiste no auto-estudo, mediante a busca do autoconhecimento através da observação de si mesmo obtida pela meditação. Esse niyama deve ser praticado mediante ao alargamento do círculo de amizades aprofundando a sociabilidade, portanto não deve induzir a alienação do mundo exterior nem a adoção de comportamentos estranhos que levem a desajustes de personalidade.
Íshwara Pranidhána: a 10ª e última norma ética do Yôga consiste na auto-entrega neutralizando tensões e ilusões. Esse preceito nos torna internamente seguros e confiantes de que a vida segue seu curso e que todo esforço para auto superar-se deve ser conquistado sem ansiedade, porém não deve nos induzir ao fatalismo. Devemos querer, poder e conseguir! Tudo é uma questão de tempo, paciência e principalmente esforço e determinação.